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Entregadores de aplicativos entram em greve em 59 cidades brasileiras

 

Categoria cobra reajuste nos valores das entregas e melhores condições de trabalho

Entregadores de aplicativos de delivery iniciaram, nesta segunda-feira (31), uma paralisação nacional para pressionar empresas como iFood e Uber Flash a oferecerem melhores condições de trabalho. O movimento, organizado pela Aliança Nacional dos Entregadores por Aplicativos (Anea), atinge 59 cidades brasileiras e deve se estender até terça-feira (1º).

De acordo com os organizadores da greve, esta é a terceira grande paralisação da categoria no país – as outras ocorreram em 2020, durante a pandemia. A Anea classificou o movimento como “o maior breque dos apps da história do Brasil”, com atos previstos em 19 capitais e outras cidades.

Reivindicações da categoria

Os entregadores alegam que os custos do trabalho aumentaram nos últimos anos, mas as tarifas pagas pelas plataformas não acompanharam essa alta. Segundo a Anea, as principais demandas da categoria incluem:

✅ Aumento do valor mínimo da entrega de R$ 6,50 para R$ 10

✅ Reajuste do pagamento por quilômetro rodado de R$ 1,50 para R$ 2,50

✅ Limitação da distância máxima para entregadores de bicicleta a 3 km

✅ Fim das entregas agrupadas, garantindo pagamento individual para cada pedido

Atualmente, as plataformas de delivery adotam o sistema de entregas agrupadas, em que um único entregador realiza múltiplos pedidos na mesma rota, mas recebe apenas um valor pelo serviço.

Capitais e cidades afetadas

A greve dos entregadores atinge 19 capitais, incluindo:

• São Paulo

• Rio de Janeiro

• Belo Horizonte

• Salvador

• Fortaleza

• Recife

• Porto Alegre

• Curitiba

• Florianópolis

• Goiânia

• Brasília

• Manaus

• Belém

• Maceió

• Natal

• João Pessoa

• Porto Velho

• Cuiabá

• São Luís

Além das capitais, outras cidades também registram paralisações, como Campinas (SP), Ribeirão Preto (SP), Feira de Santana (BA), Joinville (SC), Uberlândia (MG) e Niterói (RJ).

Impactos da greve

A paralisação deve causar atrasos em pedidos de delivery, já que menos entregadores estão disponíveis. Em algumas cidades, consumidores relatam dificuldade para encontrar entregadores ativos nos aplicativos.

Além disso, protestos presenciais estão sendo realizados em algumas regiões, com carreatas, bloqueios em centrais de distribuição e atos em frente a sedes das empresas.

O que dizem as empresas?

Até o momento, iFood, Uber Flash e outras plataformas não se manifestaram oficialmente sobre a greve.

Futuro da mobilização

A paralisação está prevista para durar até terça-feira (1º), mas pode ser estendida caso as reivindicações não sejam atendidas. A Anea afirmou que novas greves podem ocorrer nos próximos meses, caso as empresas não apresentem uma resposta satisfatória.