Stuttgart (Alemanha) – Oliver Blume, que deixou o comando da Porsche em 1º de janeiro após dez anos, reconheceu que a decisão de retirar a versão a combustão do Macan foi equivocada. Em entrevista ao jornal alemão Frankfurter Allgemeine Zeitung, o executivo de 57 anos disse que, à época, os estudos indicavam que o futuro Macan elétrico supriria a demanda do utilitário-esportivo.
“Nossa estratégia previa motores a combustão, híbridos e elétricos em cada um dos três segmentos, mas não para todos os produtos. Erramos com o Macan”, afirmou Blume, atualmente CEO do Grupo Volkswagen, cargo que exercerá até o fim de 2030.
Fim programado para o Macan original
O Macan de primeira geração deixou de ser vendido na Europa em meados de 2024 porque não atende às novas regras de segurança cibernética do Regulamento Geral de Segurança (GSR2). A Porsche planeja encerrar a produção mundial do modelo a gasolina em meados de 2026, sem um sucessor direto imediato.
Novo utilitário em 2028
Para preencher a lacuna, a montadora desenvolve um crossover menor que o Cayenne, previsto para 2028. O veículo terá motor a combustão, não usará o nome Macan e deve aproveitar sinergias com a próxima geração do Audi Q5, utilizando a plataforma Premium Platform Combustion (PPC) e o sistema de tração Quattro Ultra.
A Porsche evita alterações profundas na arquitetura para reduzir custos e tempo de desenvolvimento, enquanto destina recursos a outros projetos, como um SUV de três fileiras e a manutenção de motores a gasolina nos esportivos 718 Boxster e Cayman.
Transição no comando
Blume foi sucedido por Michael Leiters, ex-chefe executivo da McLaren. Durante a década em que esteve à frente da Porsche, as vendas globais subiram de 225.121 unidades em 2015 para 320.221 em 2023.
Com informações de motor1.uol.com.br

