Motor 1.3 turbo flex do Boreal cai de 163 cv para 160 cv e mantém 27,5 kgfm de torque. A Renault diz que a recalibração atende ao Proconve L8; ajuste estreia na picape Niagara em novembro e chega ao Boreal na linha 2027.
O Renault Boreal vai perder potência no Brasil: o motor 1.3 turbo flex do SUV médio terá queda de 163 cv para 160 cv, enquanto o torque permanecerá em 27,5 kgfm. A alteração responde às exigências da nova fase do Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores (Proconve L8).
A mudança foi confirmada por Ariel Montenegro, presidente da Renault Geely do Brasil, durante a apresentação da picape Niagara. Segundo a empresa, o novo acerto estreia na picape, prevista para novembro, e chega ao Boreal na virada para a linha 2027.
De acordo com a montadora, a recalibração tem como único objetivo reduzir as emissões e não guarda relação com as faixas do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). A fabricante ainda não divulgou os novos índices de emissões nem informou como o ajuste afetará o consumo de combustível.
O 1.3 turbo já passou por outras reduções de potência no país. Quando estreou, em 2019, no Captur importado da Espanha, o propulsor rendia 170 cv. Em 2025, com o início da produção nacional pela Horse — empresa de motores mantida em sociedade com a Geely — na fábrica de São José dos Pinhais (PR), a potência caiu para 163 cv. Agora vem o terceiro número: 160 cv. O torque, entretanto, nunca mudou.
O Boreal também sai da linha de São José dos Pinhais, onde começou a ser produzido no ano passado. A atualização do motor no país acompanha um movimento maior do setor: o Proconve L8 apertou os limites de emissão de poluentes e vem obrigando montadoras a recalibrar motores vendidos no Brasil, alteração que em alguns casos aparece na ficha técnica como perda de cavalos.
Pelo cronograma da regra, a etapa vale para modelos novos desde janeiro de 2025 e alcança toda a produção nacional em 2027.
A picape Niagara usa exatamente o mesmo conjunto, já com 160 cv e 27,5 kgfm. Ela é montada em Santa Isabel, na Argentina, e recebe os motores produzidos no Paraná, o que uniformiza a especificação dos dois modelos na América do Sul. A Niagara é derivada da mesma plataforma do Boreal e chega para disputar o espaço de modelos como Fiat Toro, Ram Rampage e Ford Maverick, com versões de tração dianteira e 4×4.
A montadora já confirmou que o modelo terá uma opção híbrida em 2027. Ainda não foi esclarecido se a nova calibração abre caminho para que o Boreal passe a oferecer tração nas quatro rodas.

