Pequim, 4 de janeiro de 2024 – O Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação da China determinou que veículos vendidos no país não poderão utilizar maçanetas retráteis acionadas exclusivamente por motores elétricos a partir de 1º de janeiro de 2027.
Motivo: resgate dificultado em acidentes
A medida responde a vários casos em que equipes de emergência não conseguiram abrir rapidamente as portas de carros envolvidos em colisões após pane elétrica total. Sem energia, os mecanismos permaneciam recolhidos, impedindo o acesso a ocupantes feridos.
Regras claras para todos os fabricantes
Pelo novo regulamento, todas as portas deverão incluir liberação mecânica interna e externa que funcione de imediato mesmo na ausência de bateria. Sistemas “pop-out” que dependem apenas de sensores ou botões passam a ser proibidos. Continuam permitidas maçanetas embutidas no desenho da carroceria, desde que possam ser abertas por empurrão ou tração manual.
Modelos impactados
A restrição atinge sedãs e utilitários de luxo com maçanetas totalmente elétricas, entre eles Tesla Model S e Model X; Mercedes-Benz S-Class, EQS sedã e SUV; BMW Série 7 e i7; versões topo de linha da Audi; Range Rover e Range Rover Velar; Jaguar I-Pace; além de diversos elétricos chineses como BYD, Nio, Xpeng e Xiaomi.
Confiabilidade em foco
Observações de mercado apontam falhas recorrentes desses mecanismos em ambientes frios, úmidos ou com sujeira. Projetos com motores, vedações e softwares complexos elevam custos de produção e manutenção. Soluções mecânicas são consideradas mais robustas e de menor custo de reparo.
Consequências globais
Como a China é o maior mercado automotivo do mundo, montadoras deverão revisar plataformas mundiais para evitar variações específicas por região. Muitas marcas já começaram a incluir destravamento mecânico de emergência; agora, esse recurso terá de ser padrão em todos os veículos novos comercializados no país a partir de 2027.
Com informações de Motor1.com

