A Toyota Motors Corporation determinou que todos os seus empregados na Venezuela passem a trabalhar em regime de home office por tempo indeterminado. A orientação foi enviada em 3 de janeiro, mesmo dia em que Nicolás Maduro foi preso durante uma ação conduzida pelos Estados Unidos, fato que agravou a instabilidade política local.
O comunicado interno, obtido pela agência Bloomberg, vale para os setores administrativos, localizados em Caracas, e para os colaboradores da fábrica instalada em Cumaná, no nordeste do país. A montadora não divulgou previsão para o retorno das atividades presenciais.
De acordo com a Toyota, a medida preventiva busca proteger os funcionários diante da possibilidade de novos protestos e bloqueios de ruas e rodovias, cenário temido por todo o setor privado venezuelano.
Fábrica em operação desde 1981
Fundada em 1981, a planta de Cumaná foi concebida para produzir até 22 mil veículos por ano, mas jamais alcançou esse volume. Nas primeiras décadas, o complexo montava modelos como Land Cruiser e Corolla, que ganharam popularidade no mercado local. Entretanto, a combinação de crise econômica, queda no preço do petróleo e embargo a peças reduziu drasticamente a produção. Em 2017, a média caiu para apenas 20 unidades do Corolla.
Enquanto rivais como Fiat Chrysler Automotive (hoje Stellantis) e General Motors interromperam a fabricação no país na década de 2010 — a GM chegou a ter a planta confiscada em 2017 —, a Toyota mantém presença com lotes importados de Brasil, Argentina e Indonésia. Atualmente, o portfólio local inclui Hilux, SW4 (vendida como Fortuner), Land Cruiser, Corolla e as versões sedã e Cross do Yaris.
O governo venezuelano tentou reavivar a produção nacional por meio da estatal Venirauto, criada por Hugo Chávez para montar veículos de origem iraniana e chinesa, mas os esforços não avançaram.
Com informações de Motor1

