Mercedes-Benz manterá Classe A até 2028, mas transferirá produção para a Hungria

Redação GSC
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A Mercedes-Benz decidiu prolongar a vida do Classe A até 2028, porém deixará de fabricar o hatch compacto na Alemanha ainda neste ano. A montadora vai realocar a produção para a unidade de Kecskemét, na Hungria, a partir do segundo trimestre, conforme informou um porta-voz ao jornal alemão Automobilwoche.

Capacidade liberada em Rastatt

A mudança tem como principal objetivo liberar espaço na planta de Rastatt, atualmente responsável pelas versões CLA e CLA Shooting Brake. O local também se prepara para receber, em 2027, a próxima geração do GLA, que será oferecida com motores a combustão e elétricos. O novo GLA substituirá o EQA, em linha com a estratégia da marca de simplificar o portfólio.

Fim de linha para o Classe B

A fabricante confirmou que o Classe B, modelo que mistura características de hatch e minivan, será gradualmente descontinuado e não terá sucessor direto. A Mercedes pretende concentrar esforços no segmento de utilitários esportivos, onde prepara uma família derivada do Classe G para ocupar parte da lacuna deixada pelo Classe B.

Trajetória do Classe A

Lançado em 1997 no Salão de Genebra, o Classe A (código A-W168) foi o primeiro Mercedes com foco em volume e preço mais acessível. Com 3,57 m de comprimento, tração dianteira e motor transversal, buscava popularizar a marca, seguindo movimentos semelhantes ao Audi A3 e, posteriormente, ao BMW Série 1. Foi também um dos primeiros modelos da Mercedes produzidos fora da Alemanha, estreando a produção internacional no Brasil.

Apesar da proposta, as vendas iniciais ficaram abaixo das expectativas: entre 1997 e 2005, pouco mais de 63.448 unidades foram montadas em território brasileiro. As gerações seguintes adotaram formato de hatch tradicional, passaram a ser importadas e ganharam posicionamento mais premium.

Com a confirmação da mudança de fábrica, o Classe A deixará de sair das linhas alemãs mais de três décadas após o início da produção, mas seguirá disponível globalmente até o fim de seu ciclo atual, previsto para 2028.

Com informações de Motor1

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