A Petrobras reduzirá em 5,2% o valor da gasolina tipo A vendida às distribuidoras a partir de terça-feira, 27 de janeiro. O ajuste corresponde a queda de R$ 0,14 por litro, recuando de R$ 2,71 para R$ 2,57. É a primeira alteração de preços realizada pela companhia em 2026.
Impacto limitado para o motorista
Apesar do corte na refinaria, o consumidor deve sentir pouco ou nenhum efeito no preço final. No dia 1º de janeiro, a alíquota do ICMS sobre a gasolina foi reajustada em R$ 0,10, passando de R$ 1,47 para R$ 1,57 por litro. Na prática, o aumento do imposto consome quase toda a redução promovida pela estatal.
Diesel permanece estável
Os valores do diesel não sofreram alteração. Nas bombas, o combustível registra preço médio de R$ 6,12, já incorporando o aumento de R$ 0,05 no ICMS aplicado no início do ano.
Por que o preço segue alto?
Segundo levantamento da ANP, a gasolina comum custa em média R$ 6,29 no país. A manutenção de patamares elevados se explica por vários fatores:
- Composição do preço: a parcela da refinaria responde por cerca de 32% do valor pago pelo motorista;
- Mistura obrigatória: até 30% de etanol anidro é adicionado à gasolina. Alta no preço do etanol, como a registrada no fim de 2025, neutraliza reduções da gasolina pura;
- Impostos ad rem: desde a Lei Complementar 192/2022, o ICMS é cobrado em valor fixo por litro e foi elevado para R$ 1,57 em 2026;
- Custos de logística e margens: despesas de transporte, distribuição e lucro dos postos completam a formação do preço.
Com isso, mesmo com a queda de R$ 0,14 anunciada pela Petrobras, o repasse ao consumidor deve ser mínimo, restringindo o impacto nas bombas.
Com informações de Motor1

