Lançado no mercado brasileiro em 1996 e aposentado em 2017, o Renault Clio construiu uma história marcada por inovação, mudanças de geração e, por fim, afastamento do portfólio nacional. Enquanto se despediu das concessionárias locais, o compacto segue vivo na Europa, agora com versões híbridas e dimensões maiores.
Chegada ao Brasil em 1996
A primeira geração desembarcou importada da Argentina e ganhou o apelido de “Clio Maradona”. O modelo introduziu airbags duplos de série em seu segmento, mas teve vendas modestas até 1999.
Segunda geração e produção regional
Em 2000, a segunda geração — alinhada ao carro vendido na Europa — passou a oferecer preços próximos aos de VW Gol e Chevrolet Corsa, mantendo os airbags de série. Esta fase adicionou carroceria de duas portas e uma versão sedã. Com o tempo, o hatch foi simplificado para ficar como opção de entrada até 2017.
Reestilização exclusiva Mio
Para prolongar a vida do modelo na América Latina, a Renault desenvolveu o Clio Mio, inspirado visualmente na quarta geração europeia. Mesmo assim, o compacto perdeu espaço para Sandero e Logan, alinhados à estratégia de produtos derivados da romena Dacia.
Terceira geração global (2005)
Apresentada no Salão de Frankfurt, a terceira geração adotou plataforma compartilhada com Nissan March, Versa, Livina e Kicks. Medidas do hatch: 3,98 m de comprimento, 1,70 m de largura, 1,49 m de altura e entre-eixos de 2,45 m. Pela primeira vez, ganhou versão perua.
Quarta geração (2012)
Lançada no Salão de Paris, rompeu com o design anterior e passou a oferecer apenas carroceria de cinco portas e perua, ambas com maçanetas traseiras embutidas na coluna C — solução atualmente vista no Renault Boreal. O esportivo RS trocou o motor 2.0 por um 1.6 turbo.
Quinta geração (2019)
Revelada em Genebra, adotou a plataforma CMF e introduziu motores híbridos E-Tech. Com 4,05 m de comprimento, 1,79 m de largura, 1,44 m de altura e 2,58 m de entre-eixos, abandonou a versão perua.
Facelift 2026
Mostrado em Munique, o mais recente Clio mede 4,12 m de comprimento, 1,77 m de largura, 1,45 m de altura e 2,59 m de entre-eixos. O interior traz duas telas e software Google, além de conjunto híbrido pleno (HEV) que combina motor 1.8 a combustão e um propulsor elétrico.
Panorama atual no Brasil
Desde a saída do Clio, a Renault preencheu o segmento de entrada com Kwid e versões básicas de Sandero. Hoje, a estratégia nacional prioriza modelos como Megane E-Tech, Boreal e o recém-lançado SUV Kardian, enquanto o Kwid permanece como único hatch.
Mesmo fora do mercado brasileiro, o Clio continua a influenciar futuros projetos da marca: soluções de cabine e motorização híbrida vistas no modelo europeu devem servir de referência para a atualização de meio de ciclo do Kardian.
Com informações de Motor1 Brasil

