Manual nacional altera prova prática da CNH e elimina baliza como etapa obrigatória

Ronald Doria
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A Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) divulgou neste domingo (1º) o Manual Brasileiro de Exames de Direção Veicular (MBEDV), que padroniza em todo o país as regras da prova prática para obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

Baliza deixa de ser requisito específico

Segundo o novo manual, a manobra de baliza não será mais aplicada como teste isolado. A avaliação passará a ocorrer em trajetos reais de tráfego, permitindo ao examinador observar atenção, leitura de ambiente, respeito às normas e interação com outros usuários da via. O candidato continuará obrigado a estacionar o veículo ao final do percurso, mas sem repetir a sequência de movimentos exigida anteriormente em espaço delimitado.

Estados que já dispensam a baliza

Antes mesmo da publicação do MBEDV, dez unidades da Federação haviam abolido a prova de baliza:

Sergipe retirou a exigência na sexta-feira (30), enquanto São Paulo fez o mesmo na segunda-feira (26). Amazonas, Espírito Santo e Mato Grosso do Sul também adotaram a mudança. O Distrito Federal não aplica o teste desde 2004. Em Mato Grosso, a transição começou em janeiro e será concluída até 10 de fevereiro.

Detrans do Acre, Amapá, Bahia, Ceará, Maranhão, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rondônia, Roraima, Rio Grande do Sul e Santa Catarina informaram que aguardavam a publicação do manual para ajustar seus procedimentos.

Outras alterações em São Paulo

O Detran paulista passou a permitir que candidatos utilizem veículos com câmbio automático nos exames práticos. Até então, o uso era restrito a motoristas que precisavam de adaptação veicular. O órgão afirma que a medida reflete o crescimento desse tipo de transmissão na frota nacional.

Repercussão entre especialistas

A advogada especializada em direito de trânsito Laura Diniz avalia que retirar a baliza pode habilitar condutores sem domínio pleno de estacionamento. Já a psicóloga do trânsito Cecília Bellina não considera a mudança necessariamente negativa, mas critica a implementação de alterações sucessivas sem intervalo para avaliação de resultados.

Com informações de G1

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