Abarth estuda voltar aos motores a combustão e mira versão esportiva do próximo Fiat Argo

Redação GSC
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A Abarth pode recolocar motores a combustão em sua linha de produtos após registrar forte queda nas vendas de veículos elétricos na Europa. A possibilidade foi confirmada por executivos da Stellantis e envolve, inclusive, uma futura versão de alto desempenho do Fiat Grande Panda, modelo que servirá de base para a nova geração do Argo nacional.

Queda nas vendas impulsiona mudança

Em 2024, quando ainda oferecia os modelos a combustão 595 e 695, a Abarth emplacou cerca de 2.200 unidades zero-quilômetro na Alemanha. Após migrar para um portfólio totalmente elétrico em 2025, o volume estimado no país despencou para 650 carros. No continente europeu, a marca passou de pouco mais de 7.500 veículos vendidos em 2024 para aproximadamente 2.000 em 2025.

Novo foco: Grande Panda e Argo

Para reagir, a Stellantis já adaptou o Fiat 500e para receber sistema híbrido. Agora, a atenção se volta ao recém-apresentado Fiat Grande Panda, construído sobre a arquitetura Smart Car, a mesma que permite combustão, eletrificação ou soluções híbridas. De acordo com a revista britânica Autocar, a Abarth trabalha em uma configuração de alta performance do Grande Panda; a liberação para produção em série ainda não foi definida.

O Grande Panda também dará origem ao próximo Fiat Argo fabricado no Brasil, o que coloca o mercado nacional no radar da divisão esportiva italiana.

“Falta emoção”, dizem executivos

Segundo Olivier François, CEO da Fiat e da Abarth, parte da clientela tradicional – os chamados Abarthisti – reclama da ausência de som e da sensação mecânica nos elétricos, mesmo com a aceleração mais rápida. Gaetano Thorel, chefe de Fiat e Abarth na Europa, acrescenta que muitos proprietários gostam de modificar o motor, algo inviável em carros movidos apenas a bateria.

Solução híbrida pode unir dois mundos

A Fiat já exibiu o conceito Grande Panda 4×4 Manifesto, que combina um motor a combustão na dianteira com um propulsor elétrico no eixo traseiro, resultando em tração integral e potência extra sob demanda. Esta configuração é vista internamente como opção para preservar o “DNA Abarth” enquanto incorpora eletrificação.

“Se for tecnicamente possível e conseguirmos manter o caráter da marca, vamos produzir um Abarth a combustão novamente”, afirmou Thorel. A decisão final sobre o projeto ainda depende de estudos de viabilidade técnica e comercial.

Com informações de Motor1 Brasil

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