Munique (Alemanha) – A BMW confirmou que apresentará a nova geração do Série 3 em 18 de março. O sedã será revelado inicialmente em versão totalmente elétrica, que voltará a usar a denominação i3.
Plataforma e bateria
Assim como o SUV iX3, o novo i3 adotará a arquitetura Neue Klasse com sistema elétrico de 800 volts e bateria de 108,7 kWh de capacidade utilizável. O conjunto promete até 800 km de autonomia no ciclo WLTP.
Desenho externo
Protótipos flagrados indicam grade em formato de duplo rim quase na largura total da dianteira, faróis mais estreitos e entradas de ar retangulares no para-choque inferior. Na lateral permanece a tradicional curva Hofmeister na coluna C, agora combinada a superfícies mais limpas. A traseira deve exibir lanternas horizontais finas e linhas geométricas.
A linguagem visual será compartilhada com as futuras versões a combustão, que seguirão sobre a base CLAR.
Cabine e comandos
Por dentro, o sedã adotará o painel BMW Panoramic Vision, semelhante a um grande head-up display, com tela de 17,9 polegadas que vai do lado do motorista ao centro do painel. A marca reforça que manterá botões físicos para funções essenciais, rejeitando a ideia de uma cabine totalmente livre de comandos manuais. O clássico seletor giratório do iDrive, contudo, dificilmente retornará.
Mecânica
Documentos da BMW nos Estados Unidos já revelaram que o i3 será comercializado na versão 50 xDrive. O sistema combina dois motores elétricos, tração integral e potência de até 469 cv (345 kW), com torque aproximado de 65,7 kgfm – configuração idêntica à do iX3 50 xDrive.
Versões a combustão a caminho
Para quem prefere motores térmicos, a oitava geração do Série 3 chegará ainda em 2024 com opções a gasolina, diesel e híbridas plug-in. A estratégia segue a de rivais alemãs: a Mercedes-Benz prepara um facelift extenso para o Classe C a combustão, enquanto a Audi separará o A5 (substituto dos antigos A4 sedã e perua) do A4 e-tron totalmente elétrico.
Mercados e estratégia
A BMW afirma não ter pressa em aposentar o Série 3 movido por motores convencionais. Segundo a empresa, muitos países ainda enfrentam limitações de infraestrutura para recarga e mantêm preferência por outras fontes de energia. Por isso, o objetivo é oferecer o máximo de alternativas dentro da mesma família.
Com informações de Motor1 Brasil

