Trinta anos depois, Chevrolet Corsa sai de cena no Brasil, mas segue ativo na Europa como “primo” do Peugeot 208

Redação GSC
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São Paulo – O Chevrolet Corsa, lançado no mercado brasileiro em 1994 como sucessor do Chevette, completa três décadas de história. No país, o compacto encerrou sua trajetória em 2012 – com o sedã Classic resistindo até 2016 – enquanto, no exterior, o nome permanece em produção e hoje utiliza a mesma base do Peugeot 208.

Chegada vitoriosa em 1994

A segunda geração do hatch europeu (Corsa B) desembarcou no Brasil poucos meses após estrear no Velho Continente. Com desenho arredondado, injeção eletrônica e acabamento considerado avançado para a época, o modelo disputava espaço com Volkswagen Fusca, Ford Escort Hobby e Lada Laika. A procura foi tamanha que, em março de 1994, a Chevrolet divulgou comercial em rede nacional pedindo aos clientes para não pagarem ágio. O apelo foi conduzido pelo então vice-presidente André Beer.

Ao longo dos anos 1990, o Corsa originou uma família completa: versões esportivas GSi, o cupê importado Tigra, além de perua, picape, hatch de quatro portas e sedã. Este último ganharia vida própria sob o nome Classic.

Corsa C tenta substituir um best-seller

No início dos anos 2000, a General Motors decidiu atualizar a linha. Surgiu o Celta, uma versão simplificada do Corsa B, e, logo depois, o “Novo Corsa” (Corsa C) de terceira geração global, apresentado no Brasil com frente exclusiva inspirada no Astra.

O portfólio ficou restrito a hatch de cinco portas e sedã. Sob o capô, a oferta reduziu-se a dois motores: 1.0 8V (o mesmo do Celta) e 1.8 8V (compartilhado com a Meriva). Apenas em 2008 apareceu a alternativa 1.4 8V. A falta de atualizações e a crise da GM na década de 2000 prejudicaram o desempenho comercial do modelo.

Saída do mercado nacional

A produção do Corsa foi encerrada em 2012. O Classic, derivado do Corsa B, continuou em linha até 2016, já com visual inspirado na versão chinesa. O vácuo deixado pelo compacto foi preenchido por projetos locais, como Agile e Onix.

História continua na Europa

Fora do Brasil, o Corsa seguiu firme. A quarta geração (Corsa D), lançada em 2006, utilizava a mesma plataforma do Fiat Punto europeu. Teve até 11 motores a gasolina e dois a diesel, incluindo a versão esportiva OPC. Em 2015, a quinta geração (Corsa E) foi apresentada como reestilização profunda do modelo anterior, com foco em conectividade e assistentes de condução.

O maior salto ocorreu após 2017, quando Opel e Vauxhall passaram do controle da General Motors para o grupo PSA, que posteriormente formou a Stellantis. A sexta geração (Corsa F), lançada em 2019, adotou a arquitetura CMP, a mesma do Peugeot 208. Compartilha ainda o motor 1.2 Puretech a gasolina e variantes elétricas chamadas e-Corsa.

Enquanto a Stellantis avalia o futuro de suas 14 marcas e possíveis sobreposições de portfólio, o Corsa continua à venda na Europa, agora totalmente desvinculado da trajetória que construiu no mercado brasileiro.

Com informações de Motor1 Brasil

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