São Paulo – Lançado no Brasil em 1982 e consagrado como veículo mais vendido do país entre 1984 e 1986, o Chevrolet Monza permanece em produção apenas na China, onde atua como um sedã compacto de proposta mais refinada que o Onix.
Origem em projeto global
O Monza nasceu do “Projeto J”, iniciativa da General Motors para criar um carro de alcance mundial. A partir de 1981, o mesmo desenho serviu de base para modelos como Opel Ascona, Vauxhall Cavalier, Holden Camira, Isuzu Aska, Chevrolet Cavalier e outros equivalentes nas marcas Cadillac, Buick, Oldsmobile e Pontiac.
No Brasil, o Monza chegou em 1982 como hatch de três portas – configuração exclusiva do mercado nacional – e repetia boa parte do visual do Ascona europeu. Era o primeiro Chevrolet nacional com motor transversal e tração dianteira. O propulsor inicial era um 1.6 de 75 cv e 12,4 kgfm.
Evolução no mercado brasileiro
Para enfrentar a concorrência, o modelo ganhou versões sedã de duas e quatro portas, além do motor 1.8 de 95 cv e 15,1 kgfm. Mais tarde, recebeu o 2.0 de até 116 cv e 16,6 kgfm. Entre os avanços tecnológicos, destacou-se a adoção da injeção eletrônica em 1990 na série especial EF 500, e, já nos anos 1990, painel digital compartilhado com o Kadett e freios ABS.
A única reestilização veio em 1991, com forte inspiração no futuro Omega: frente e traseira maiores, lanternas verticais e alterações sutis no interior.
Renascimento na China
A atual geração do Monza estreou no Salão de Guangzhou de 2018, fruto da joint venture SAIC-GM. Posicionado acima do Onix, utiliza a plataforma VSS-F, também aplicada a alguns modelos Buick, enquanto o Onix chinês e o brasileiro adotam a arquitetura GEM.
Dimensões da primeira fase: 4.630 mm de comprimento, 1.798 mm de largura, 1.485 mm de altura e 2.640 mm de entre-eixos. As opções de motor eram 1.0 turbo de 125 cv (320T) ou 1.3 turbo de 163 cv (330T), sempre com câmbio automático de seis marchas.
Última atualização em 2023
Para tentar impulsionar as vendas, a linha 2023 trouxe faróis mais estreitos, grade redesenhada e interior completamente novo, com painel digital integrado à central multimídia, console elevado e volante inédito. O comprimento avançou para 4.656 mm, enquanto largura e entre-eixos se mantiveram em 1.798 mm e 2.620 mm; a altura caiu para 1.465 mm.
Na mecânica, surgiram duas configurações:
- 1.5 aspirado de 114 cv e 14,3 kgfm (versões de entrada);
- 1.3 turbo de 163 cv e 23,4 kgfm com sistema híbrido-leve de 48 V (topo de linha).
Ambas utilizam transmissão automatizada de dupla embreagem e seis marchas.
Sem retorno ao Brasil
Apesar de especulações em redes sociais, a Chevrolet não planeja relançar o Monza no mercado brasileiro. O futuro do sedã é incerto até mesmo na China, onde a marca já encerrou a produção de Tracker e Onix locais. Por aqui, a fabricante atualizou recentemente o Onix Plus, que herdou elementos de design do Monza chinês.
Com informações de Motor1 Brasil

