O mercado brasileiro de veículos 0 km deve registrar crescimento moderado em 2026. De acordo com estimativa divulgada pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de automóveis e comerciais leves devem atingir 2.625.912 unidades no próximo ano, volume apenas 3 % superior aos 2.549.462 emplacamentos previstos para 2025.
A perspectiva de avanço modesto contrasta com a chegada recente de novas marcas ao país — Geely, Jetour, MG Motors e a luxuosa Denza, ligada à BYD, abriram concessionárias no fim de 2025 —, o que aumenta a concorrência por um público que cresce lentamente.
Quando se somam caminhões, ônibus, motocicletas e implementos rodoviários, o quadro melhora. Para todos os segmentos reunidos, a Fenabrave calcula 5.259.803 unidades em 2026, alta de 6,10 % sobre as 4.957.517 unidades estimadas para este ano.
O presidente da Fenabrave, Arcelio Junior, avalia que a disponibilidade de crédito mais ampla só deverá ocorrer se as taxas de juros recuarem e o Marco das Garantias entrar em vigor. Ele lembra ainda que o programa Carro Sustentável, responsável pela redução do IPI em modelos de entrada, impulsionou as vendas e poderia gerar efeito semelhante nos segmentos de maior volume caso fosse ampliado em 2026.
Motocicletas devem liderar o crescimento
Entre as categorias acompanhadas pela federação, o destaque é o mercado de duas rodas. A projeção aponta para 2.416.980 motocicletas emplacadas em 2026, expansão de 10 % em comparação às 2.197.308 unidades previstas para 2025. O desempenho positivo do setor deve compensar parcialmente o ritmo mais lento de automóveis e comerciais leves.
Com informações de Motor1

