A Renault apresentou em janeiro, na Índia, a nova geração do Duster. Mesmo sendo um projeto da Dacia – divisão de baixo custo do grupo francês –, o utilitário esportivo é comercializado com o losango da Renault em mercados como Turquia, Índia e Brasil. O lançamento indiano evidencia a defasagem do modelo produzido em São José dos Pinhais (PR) e reforça as distâncias entre os dois SUVs.
Motorização
No mercado indiano, o novo Duster recebe o motor 1.3 turbo a gasolina de 163 cv e 28,5 kgfm, aliado a uma transmissão automatizada de dupla embreagem de seis marchas, conjunto já visto no Renault Boreal. Haverá ainda uma versão híbrida HEV com propulsor 1.8 aspirado, bateria de 1,4 kWh e câmbio de oito marchas assistido por dois motores elétricos. Os números de potência para a Índia ainda não foram divulgados; em outros países, o sistema entrega 160 cv.
O Duster brasileiro também oferece o 1.3 turbo, porém flex. Com etanol, a unidade rende 163 cv (156 cv com gasolina) e 27,5 kgfm, acoplada a um câmbio CVT que simula oito marchas – equipamento restrito à versão Iconic Plus. As demais configurações mantêm o 1.6 16V aspirado de até 112 cv e 15,6 kgfm, combinado a um CVT de sete posições.
Design externo
A carroceria conhecida no Brasil contrasta com o estilo mais atualizado do SUV exibido na Índia, alinhado ao portfólio europeu da Dacia. O modelo indiano traz capô alongado, faróis mais estreitos e traseira com linhas complexas que mantêm a assinatura luminosa em “Y” deitado.
Na dianteira, o nome Duster aparece em letras grandes na grade, dispensando a combinação de logotipos Renault e Dacia. O protetor inferior também difere: no indiano, é uma peça prata acetinada integrada ao para-choque; no brasileiro, trata-se de uma barra plástica proeminente que aloja os faróis de neblina.
Ambos preservam a linha de cintura alta, quadrada e pronunciada, reforçando a sensação de robustez. Nas laterais, o modelo indiano exibe a inscrição Renault nas portas dianteiras, enquanto o nacional posiciona repetidores de seta e nomenclatura nos para-lamas frontais.
Interior
Por dentro surgem as mudanças mais evidentes. O Duster indiano adota painel de instrumentos digital e central multimídia maior, elevada e integrada ao quadro, formando um conjunto de duas telas. A solução remete ao Renault Boreal e a outros modelos europeus da marca.
No utilitário fabricado no Paraná, o painel revela o projeto mais antigo: multimídia menor, instalada em posição inferior, e instrumentos analógicos – o modelo nacional não oferece quadro digital nem como opcional.
As diferenças de motorização, estilo e tecnologia indicam que a geração vendida na Índia está um passo à frente da oferecida no Brasil, apesar de ambos levarem o mesmo nome.
Com informações de Motor1 Brasil

