A Smart, afastada do mercado brasileiro desde 2015, registrou dezenas de componentes do utilitário esportivo elétrico #5 no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). Os pedidos envolvem para-choques, tampão traseiro, rodas, capô, painel de instrumentos e console central, medida considerada incomum diante de registros que normalmente abrangem apenas o desenho completo do veículo.
Movimento indica plano de reentrada
Os novos registros alimentam a expectativa de que a marca, hoje operada pela parceria Mercedes-Benz e Geely, esteja em estágio avançado para retomar operações no Brasil. O #5 é o maior modelo da história da fabricante e se posiciona em um segmento de utilitários esportivos elétricos em alta no país.
Como é o Smart #5
Terceiro produto da nova família Smart — depois dos modelos #1 e #3 —, o #5 chegou ao mercado europeu em 2024. Mede 4,70 m de comprimento, dimensão próxima à do Tesla Model Y (4,75 m) e pouco atrás do Jeep Commander (4,76 m).
O interior traz 34 porta-objetos, porta-malas dianteiro de 70 litros e até 1.500 litros de capacidade com os bancos traseiros rebatidos. O destaque tecnológico é um head-up display de realidade aumentada de 25,6″, somado a painel de 10,3″ e duas telas AMOLED de 13″. A interface gráfica utiliza o motor Unreal Engine, operando em um processador AMD V2000 de oito núcleos.
Desempenho e recarga
A plataforma de 800 volts permite repor a bateria de 100 kWh de 10% a 80% em 15 minutos. No ciclo chinês CLTC, a autonomia declarada é de 770 km, estimada em cerca de 480 km em uso real. As versões de tração traseira entregam 335 cv ou 358 cv, enquanto a configuração com dois motores e tração integral alcança 579 cv. No topo da linha, o pacote Brabus eleva a potência combinada para 646 cv.
Apesar dos registros no INPI, a Smart ainda não confirmou oficialmente a importação ou produção do #5 no Brasil.
Com informações de Motor1

