São Paulo – Fabricado entre meados de 2005 e julho de 2010, o Volkswagen Passat de sexta geração, identificado pelo código B6, representou uma guinada da marca alemã em direção a um posicionamento mais sofisticado. O modelo abandonou a arquitetura compartilhada com o Audi A4, de motor longitudinal, e passou a usar a plataforma PQ46, derivada da base do Golf e do Jetta da época.
Design padronizou a nova “grade em V” da marca
Desenhado por Murat Günak, o sedã e a perua Variant ganharam dianteira com ampla grade cromada em forma de “V”, solução que depois seria replicada em toda a linha, do Gol ao Touareg. Na traseira, as lanternas horizontais com elementos arredondados aproximavam a Variant da SpaceFox.
Interior e equipamentos avançados
O Passat B6 introduziu itens raros em veículos de marcas generalistas naquele período, como freio de estacionamento elétrico com função autohold, partida por botão com chave keyless inserida no painel e teto solar fotovoltaico capaz de acionar a ventilação enquanto o carro estava desligado. Havia ainda ar-condicionado automático de duas zonas, disqueteira para seis CDs e, em alguns mercados, sistema de navegação.
Crescimento nas dimensões
Com a nova base, o modelo ganhou 9,2 cm em comprimento e 7,4 cm em largura. A Variant passou a oferecer entre 603 e 1.731 litros de porta-malas, volume obtido graças à adoção de motores instalados transversalmente.
Mecânica diversificada e estreia do DSG
A gama de propulsores a diesel variava de 77 kW (105 cv) a 125 kW (170 cv). Entre os motores a gasolina, iam de 1,6 litro com 77 kW (105 cv) ao topo R36, V6 de 3,6 litros com 220 kW (299 cv). O B6 foi o primeiro Passat a contar com câmbio de dupla embreagem DSG e podia receber o sistema de tração integral 4Motion, item de série no R36.
Versões oferecidas no Brasil
No mercado brasileiro, sedã e perua foram vendidos com três motores: 2.0 FSI de 150 cv, 2.0 TFSI de 200 cv – o primeiro turbo com injeção direta da marca no país – e o V6 3.2 de 250 cv, opção mais rara.
Produção na China como Magotan
Paralelamente, a joint-venture FAW-Volkswagen produziu o Magotan, derivado do B6, a partir de novembro de 2007. A Variant chinesa chegou em junho de 2010, e a fabricação foi encerrada em 2011 para a chegada do Passat NMS, voltado também ao mercado norte-americano.
Passat CC: a aposta no cupê de quatro portas
Lançado em 2008, o Passat CC apresentava perfil de cupê, com teto 50 mm mais baixo, carroceria 36 mm mais larga e bitolas ampliadas (11 mm na frente e 16 mm atrás). Mesmo com linhas esportivas e portas sem moldura, oferecia porta-malas de 532 litros, expansível com o rebatimento dos bancos traseiros.
Transição para o B7
Com cerca de 60 % da produção concentrada na Alemanha, o B6 deu lugar ao Passat B7 poucas semanas após o fim da linha, em julho de 2010. Apresentado em 22 de outubro daquele ano no Salão de Paris, o B7 era um facelift profundo da mesma estrutura, trazendo novidades como assistente de estacionamento, controle de cruzeiro adaptativo e detector de fadiga.
Fim.
Com informações de Motor1 Brasil

