A Volkswagen anunciou que a picape Tukan chegará ao mercado brasileiro em 2027 já com motorização híbrida-leve (MHEV). Desenvolvido integralmente no país, o modelo substituirá a Saveiro e será produzido na fábrica de São José dos Pinhais (PR), onde a marca alemã investe R$ 3 bilhões.
Projeto nacional
De acordo com o CFO da Volkswagen do Brasil, Ciro Possobom, a Tukan “marcará o início de uma nova era” para a companhia. O executivo destaca que 76 % dos componentes da picape serão fornecidos por empresas instaladas no país, fortalecendo a cadeia automotiva nacional.
Aposta de R$ 20 bilhões na região
A Tukan integra um plano de R$ 20 bilhões para a América Latina até 2028, dos quais R$ 16 bilhões destinam-se ao Brasil. No total, a fabricante prevê lançar 21 novos veículos no período.
Concorrência e posicionamento
Com porte superior ao da Saveiro, mas menor que o da Fiat Toro, a Tukan deverá competir também com Ram Rampage e Ford Maverick. As medidas projetadas ficam próximas às da Chevrolet Montana, que tem 4,71 m de comprimento, 1,80 m de largura, 1,66 m de altura e 2,80 m de entre-eixos.
Plataforma e testes
Protótipos da nova picape circulam desde 2025 usando carrocerias encurtadas do SUV Tiguan AllSpace. Imagens flagradas indicam suspensão traseira com eixo rígido e feixe de molas, solução mais comum em picapes médias; na dianteira, a bitola aparenta ser mais larga que a do Tiguan.
Tecnologia híbrida
Embora traga sistema mild hybrid de estreia, a Tukan não utilizará o conjunto híbrido completo (HEV) que a Volkswagen reserva para outro projeto, chamado internamente de “Saga” — provável nova geração do Nivus sobre a plataforma MQBHybrid.
Com previsão de volume elevado para ocupar o espaço da Saveiro, a Tukan será peça-chave na estratégia de eletrificação e nacionalização de componentes da Volkswagen no Brasil.
Com informações de Motor1

