Vendas de veículos novos crescem 16,6% no Brasil em 2025 e alcançam maior nível desde 2019

Ronald Doria
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O mercado brasileiro comercializou 2.689.179 veículos novos em 2025, incluindo automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus. O balanço, divulgado nesta terça-feira (13) pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), representa alta de 16,59% em relação a 2023 e o melhor resultado desde 2019, quando foram vendidos 2,78 milhões de unidades.

Apesar do avanço, o crescimento ficou abaixo da projeção inicial da entidade, que estimava expansão de 3%. Segundo o diretor executivo da Fenabrave, Marcelo Ciardi Franciulli, a paralisação temporária da fábrica da Toyota após um vendaval prejudicou o desempenho. “Por outro lado, o programa Carro Sustentável teve impacto positivo”, afirmou. Ele acrescentou que juros elevados e a legislação do marco legal das garantias ainda limitam o crédito.

Desempenho por segmento em 2025

Automóveis: 1.996.531 unidades, crescimento de 2,49% sobre 2024.
Comerciais leves: 552.931 unidades, alta de 2,91% ante 2024.
Caminhões e ônibus: 139.717 unidades, queda de 6,26% em relação a 2024.

Em dezembro, foram licenciados 210.732 automóveis (-15,77% frente a novembro), 56.385 comerciais leves (+24,96%) e 12.308 caminhões e ônibus (+7,64%).

Motocicletas seguem em ritmo forte

O segmento de duas rodas registrou 2.197.308 emplacamentos em 2025, avanço de 17,13% ante 2024. Para Franciulli, o uso profissional em entregas e no transporte individual explica a expansão contínua, consolidando a motocicleta como segundo veículo das famílias.

Projeção para 2026

A Fenabrave prevê crescimento de 3% no próximo ano, com 2.625.912 veículos novos:

Automóveis e comerciais leves: 2.625.912 unidades (+3%).
Caminhões: 114.752 unidades (+3,5%).
Ônibus: 29.709 unidades (+3%).

O vice-presidente da federação, Sérgio Dante Zonta, defende a ampliação do programa Carro Sustentável para comerciais leves e modelos de maior valor a fim de sustentar o avanço. Já a economista Tereza Fernandez avalia que incluir híbridos e elétricos na iniciativa poderia estimular ainda mais o mercado.

Para as projeções, Fernandez considerou fatores externos, como a guerra entre Rússia e Ucrânia e mudanças tributárias nos Estados Unidos e no México, além de variáveis domésticas: crédito restrito, inadimplência elevada e aumento da relação dívida/PIB.

Com informações de G1

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