Concessionários dos EUA criticam legado de Carlos Tavares e veem nova fase sob comando de Antonio Filosa

Redação GSC
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O Stellantis National Dealer Council (NDC), órgão que representa as concessionárias da montadora nos Estados Unidos, voltou a criticar a gestão de Carlos Tavares, que deixou o cargo de CEO há pouco mais de um ano. Em entrevista à Automotive News, o presidente do conselho, Sean Hogan, afirmou que o executivo “tirou o entusiasmo” das marcas Jeep, Ram, Dodge e Chrysler ao priorizar cortes de custos.

Segundo Hogan, Tavares “tentou levar nossas marcas para o caminho de virar uma empresa de transporte sem graça” e reduziu investimentos em produtos que deveriam ser “legais e únicos”. Criticado publicamente em 2022, o ex-CEO recebeu uma carta do NDC classificando sua administração como “um desastre”; na ocasião, a Stellantis respondeu que ataques pessoais não resolveriam os problemas.

Com Antonio Filosa agora na liderança global, o clima entre os concessionários mudou. O NDC elogia a nova equipe por “entender o que funciona”, aponta a volta do motor Hemi a determinados modelos e cita o compromisso de investir US$ 13 bilhões em fábricas norte-americanas até 2030.

Novos produtos a caminho

Entre os lançamentos esperados estão a próxima geração do Dodge Durango e o primeiro utilitário-esportivo da Ram. Hogan, que já viu o protótipo em exibição restrita, descreveu o futuro SUV como “grande, potente e com DNA Ram por todos os lados”. A linha também contará com versões como a Ram 1500 SRT TRX Bloodshot Night Edition, projetada para 2027.

Avaliação de marcas sob o guarda-chuva Stellantis

De acordo com reportagem recente da Reuters, Filosa analisa a viabilidade de longo prazo das 14 marcas do conglomerado. Fontes disseram à agência que a descontinuação de alguns nomes europeus não está descartada, tema que reacende discussões sobre sobreposição de produtos e canibalização de vendas. Nos EUA, Chrysler continua em observação; na Europa, Lancia é frequentemente citada como vulnerável.

Mercado e produção nos EUA

Desde a fusão entre FCA e PSA, em 2021, as concessionárias mostram otimismo, reforçado pela reabertura da planta de Belvidere (Illinois), que voltará a produzir Jeep Compass e Cherokee a partir de 2027. Além disso, a picape média Dakota deve chegar ao mercado norte-americano no próximo ano, enquanto o SUV da Ram está previsto para 2028 e o novo Durango pode aparecer em 2029.

Mesmo com queda de 3% nas vendas em 2023, para 1.260.344 unidades, lojistas acreditam que as medidas da atual gestão trarão resultados positivos. Para eles, a empresa agora possui “visão mais clara” do consumidor local.

Com informações de Motor1

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