A Chevrolet apresentou a nova geração da Captiva oito anos após ter retirado o modelo de linha no Brasil. Agora, o utilitário esportivo retorna totalmente elétrico, custando R$ 199.990 e posicionado como alternativa direta ao BYD Yuan Plus, hoje vendido por R$ 235.990.
Visual inspirado na China
Fabricada a partir do projeto do Wuling Starlight S, a Captiva EV exibe elementos já vistos em SUVs chineses, como iluminação diurna destacada, faróis principais mais baixos e grade frontal fechada. Apesar da inspiração oriental, mantém detalhes que remetem aos demais veículos da Chevrolet, a exemplo do emblema instalado em peça plástica que imita a tradicional grade de modelos a combustão.
Interior minimalista e tela de 15,6”
Por dentro, o minimalismo domina: quase todos os comandos foram transferidos para a central multimídia de 15,6 polegadas. Botões físicos são raros até no volante. A cabine mescla superfícies macias, imitações de metal e madeira, oferecendo acabamento superior ao visto no Equinox a combustão e até na versão elétrica mais cara do mesmo SUV.
Dimensões ampliadas
O novo modelo cresceu 26,9 cm em comprimento e ganhou 10 cm no entre-eixos em relação à Captiva vendida na década passada. O porta-malas passou de 383 para 403 litros. Com 4,74 m de comprimento, aproxima-se dos 4,77 m do Jeep Commander, mas continua configurado para cinco ocupantes, priorizando o espaço individual.
Acerto de suspensão e direção leve
A Chevrolet recalibrou suspensão e direção para o mercado nacional. O conjunto ficou mais firme, lembrando Tracker e Equinox, enquanto o volante elétrico facilita manobras sem comprometer a sensação de controle em velocidades mais altas.
Desempenho e autonomia
A Captiva EV acelera de 0 a 100 km/h em 9,9 segundos e atinge 150 km/h. Segundo a marca, a bateria garante até 304 km com uma carga. Questionado sobre a possibilidade de maior autonomia, o vice-presidente da GM Brasil, Fabio Rua, disse que a montadora priorizou custo mais baixo, deixando tecnologias como a arquitetura Ultium para projetos futuros.
Público-alvo e mercado
Dirigido a famílias que buscam espaço e tecnologia, o SUV quer aproveitar o avanço dos elétricos chineses sem ultrapassar a barreira dos R$ 200 mil. O desafio será manter a vantagem de preço: o Spark EUV, lançado em condição semelhante frente ao BYD Dolphin, já ficou R$ 19.990 mais caro após reajustes.
Infraestrutura de recarga
Segundo a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE), o país conta com 16.880 pontos de recarga, concentrados principalmente em capitais como São Paulo (2.116 estações) e Rio de Janeiro (963). Fora dos grandes centros, a disponibilidade ainda é limitada, fator que pode restringir o uso do utilitário por quem não dispõe de carregador doméstico.
Com preço competitivo, maior espaço interno e pacote tecnológico robusto, a Captiva EV surge como a segunda aposta da GM para conter o avanço de marcas chinesas no segmento de elétricos no Brasil.
Com informações de G1

