Ford e Geely negociam utilizar fábricas europeias para produção conjunta de veículos

Redação GSC
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A Ford e a montadora chinesa Geely discutem uma possível parceria que inclui o uso de fábricas europeias da marca norte-americana para montar veículos destinados ao mercado do continente, informaram fontes ouvidas pela agência Reuters.

De acordo com cinco pessoas familiarizadas com as conversas, o ponto mais avançado das negociações trata da transferência de parte da produção da Geely para instalações da Ford na Europa. A planta de Valência, na Espanha, é apontada como principal candidata.

Além da produção, as empresas analisam compartilhar tecnologias, especialmente em sistemas de condução automatizada e conectividade veicular. O objetivo seria reduzir custos de desenvolvimento e acelerar a oferta de novos modelos em um ambiente de forte competição tecnológica.

Na semana passada, executivos de alto escalão das duas companhias se reuniram nos Estados Unidos. Nesta semana, uma delegação da Ford viajou à China para aprofundar os entendimentos. As discussões ocorrem há meses e ainda não há garantia de um acordo definitivo nem indicação de que o eventual acerto inclua o mercado norte-americano.

A Ford limitou-se a declarar que mantém conversas com diversas empresas sobre temas variados, acrescentando que algumas iniciativas avançam e outras não. Já a Geely preferiu não comentar.

Motivações para ambas as partes

Para a Ford, a aliança pode ajudar a reduzir a distância em relação a concorrentes que lideram em conectividade e autonomia, áreas nas quais Tesla e fabricantes chinesas se destacam. O CEO Jim Farley já qualificou o avanço chinês nesses segmentos como “a coisa mais humilhante” que presenciou no setor automotivo.

Para a Geely, produzir em território europeu evitaria as tarifas provisórias de até 37,6% impostas pela União Europeia a carros elétricos fabricados na China desde 2024, sob alegação de concorrência desleal.

A iniciativa repete a estratégia que a empresa chinesa adota em outros mercados. A Geely mantém acordos com a Renault na Coreia do Sul e no Brasil, onde suas tecnologias são usadas em veículos montados em unidades da montadora francesa.

Não há prazo definido para a conclusão das negociações.

Com informações de Motor1 Brasil

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