Imposto para elétricos desmontados volta a ser cobrado no Brasil e chegará a 35% em 2027

Ronald Doria
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Brasília – A partir de 1º de fevereiro, veículos elétricos importados totalmente ou parcialmente desmontados (CKD e SKD) voltaram a pagar Imposto de Importação no Brasil. O benefício, que havia sido concedido por seis meses, expirou em 31 de janeiro. Segundo o cronograma oficial, a alíquota subirá gradualmente até atingir 35% em janeiro de 2027.

Origem da isenção

A dispensa temporária foi publicada em 1º de agosto de 2025 pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). A medida atendeu a um pedido da chinesa BYD, que trazia os veículos desmontados para posterior montagem em território nacional.

Reação das montadoras

Logo após a publicação, Volkswagen, Stellantis, General Motors e Toyota enviaram carta conjunta ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva solicitando a manutenção da cobrança. No documento, os presidentes das quatro empresas argumentaram que a isenção criaria desequilíbrio competitivo, ameaçaria empregos na cadeia de autopeças e ampliaria o déficit comercial.

Em resposta, a BYD divulgou carta pública afirmando que a reação das associadas da Anfavea repetia “ameaças de demissões em massa” sempre que há sinal de abertura de mercado. A companhia alegou que a preocupação real das rivais seria a perda de participação diante dos preços e da tecnologia dos carros chineses.

Pressão por previsibilidade

A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) critica há anos o avanço de importados. Entre janeiro e dezembro de 2025, 497.765 carros vindos do exterior foram emplacados no país, alta de 6,7% em relação a 2024. A BYD foi a principal responsável pela expansão, e o Brasil respondeu, em 2024, por quase 20% das exportações globais da montadora.

Montagem SKD e CKD

No modelo SKD, os veículos chegam quase prontos e exigem pouca mão de obra local; no CKD, as peças são totalmente desmontadas. A BYD sustenta que ambos os formatos já configuram produção nacional, enquanto a Anfavea defende que apenas a fabricação integral no país deveria receber incentivos.

Com o fim da isenção, as importações de conjuntos desmontados passam a acompanhar a retomada gradual do imposto que incide sobre elétricos e híbridos prontos, culminando na alíquota cheia de 35% em 2027.

Com informações de G1

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