A Ford celebra três décadas da picape Ranger no mercado brasileiro. Lançada no Salão do Automóvel de 1994 como importação dos Estados Unidos, a segunda geração do modelo marcou a chegada de uma alternativa mais urbana à veterana F-1000. A venda oficial começou em fevereiro de 1995 com as versões XL (cabine simples) e STX (cabine estendida), ambas equipadas com motor 4.0 V6 Cologne de 162 cv e câmbio manual de cinco marchas.
Primeiros anos e produção na Argentina
No auge das importações independentes dos anos 1990, unidades da versão Splash também desembarcaram no país, destacando-se pelas cores vibrantes, rodas cromadas, caçamba Flareside e a única opção de câmbio automático da época.
A partir de 1996, a Ranger passou a ser produzida em General Pacheco, na Argentina. O novo polo permitiu adaptações específicas para a América do Sul, como maior altura do solo e capacidade de carga de até 1.100 kg. Em 1998, a picape ganhou cabine dupla de fábrica.
Evolução de motores e equipamentos
Além do V6, a linha recebeu blocos 2.5 a gasolina e 2.5 turbodiesel da Maxion. Em 2001, entrou em cena o 2.3 Duratec a gasolina, enquanto o V6 passou a entregar 210 cv. No ano seguinte, o 2.8 Power Stroke turbodiesel — com opção de turbina de geometria variável (VG) — substituiu o 2.5.
Uma reestilização de 2004/2005 alinhou a dianteira ao padrão global e introduziu o motor 3.0 Power Stroke Electronic Diesel.
Reação à concorrência e última atualização da segunda geração
A sétima geração da Toyota Hilux, lançada em meados dos anos 2000, elevou o patamar das picapes médias e pressionou a Ranger. Em resposta, a Ford promoveu uma grande reestilização para a linha 2010, com novos faróis, grade, caçamba redesenhada na cabine dupla e recursos internos como rádio com Bluetooth.
Terceira geração global (T6)
Apresentada entre 2011 e 2012, a Ranger T6 unificou projetos regionais e trouxe central multimídia, até sete airbags e assistentes eletrônicos, incluindo piloto automático adaptativo. A gama passou a oferecer o 2.5 Duratec a gasolina, além dos turbodiesel 2.2 (quatro cilindros) e 3.2 (cinco cilindros), com câmbios manual ou automático de seis marchas.
A plataforma serviu de base para o Troller T4 produzido no Brasil até 2021.
Geração atual e posicionamento de mercado
A versão revista da T6 chegou ao país em 2023 (linha 2024) com chassi aprimorado, design inspirado na F-150 e central multimídia vertical com SYNC 4. O painel de instrumentos tornou-se totalmente digital, e mais de 36 módulos eletrônicos podem receber atualizações over the air.
Entre janeiro e novembro de 2025, a Ranger registrou 30.808 unidades, ocupando o segundo lugar entre as picapes médias — 14.602 a menos que a Toyota Hilux e 2.933 a mais que a Chevrolet S-10.
Próximos passos: Ranger híbrida plug-in
A Ford confirmou o lançamento da Ranger PHEV no Brasil em 2027. A futura versão híbrida plug-in será produzida na Argentina, que já passa por adequações para fabricar veículos flex. Será o primeiro modelo flex da marca no país desde 2021. Detalhes adicionais, como a adaptação do motor 2.3 turbo a gasolina para funcionar com etanol, ainda não foram divulgados.
Com 30 anos de história no Brasil, a Ranger continua evoluindo para acompanhar um segmento cada vez mais competitivo, agora de olho na eletrificação.
Com informações de Motor1

