Montadoras instaladas na Argentina reduziram os preços de diversos modelos em março, mesmo sem integrarem a mais recente isenção fiscal anunciada pelo governo. Volkswagen, Fiat, DS, Peugeot e Hyundai aplicaram descontos que chegam a 10 milhões de pesos argentinos (cerca de R$ 37 mil).
Reajuste segue fim do “imposto do luxo”
A queda nas tabelas ocorre em razão da reorganização de valores após o anúncio da extinção do chamado imposto interno sobre veículos de alto valor, que deixará de vigorar em abril de 2026. A medida faz parte do pacote econômico do presidente Javier Milei e já provocou cortes expressivos nos modelos mais caros: o Porsche 911 Turbo S ficou mais de R$ 600 mil abaixo da cotação anterior, enquanto o Ford Mustang Dark Horse caiu cerca de R$ 200 mil.
Descontos por marca
Volkswagen
• Vento GLI (Jetta GLI no Brasil) ficou 7% mais barato, passando a custar 77,7 milhões de pesos (R$ 289 mil).
• Tiguan nas versões Life e R-Line teve redução de 8,7%.
• Toda a linha Amarok registrou cortes médios de 6%.
Hyundai
• O Tucson 1.6 Turbo baixou US$ 2 mil (R$ 10,4 mil) e agora parte de US$ 46 mil (R$ 239 mil).
• Os primeiros compradores recebem ingressos para jogos da seleção argentina na Copa do Mundo.
Fiat
• A picape Titano Endurance manual 4×2 passou a 39,9 milhões de pesos (R$ 148 mil), redução equivalente a R$ 37 mil.
• A marca também anunciou condições especiais de financiamento.
Peugeot e DS
• Ambos os fabricantes, pertencentes ao grupo Stellantis, atualizaram as tabelas com cortes; a Jeep, do mesmo conglomerado, ainda não revisou seus preços.
Efeitos no mercado
Segundo Cássio Pagliarin, analista da Bright Consulting, o recuo de preços ajuda as marcas a evitar excesso de estoque, mas pode desagradar consumidores que compraram veículos pouco antes dos cortes. O especialista estima que cerca de 60% da queda aplicada a um veículo novo é repassada imediatamente ao usado. Assim, um desconto de 5% em um zero-quilômetro derruba em torno de 3% o valor do seminovo correspondente.
Com informações de G1

