Com a ameaça de paralisação de caminhoneiros no país, muitos motoristas em Santa Catarina correram para abastecer, formando filas nos postos e provocando reposição rápida do estoque local. No entanto, as autoridades afirmam que não há risco de desabastecimento no estado.
Até o momento, a greve anunciada ainda não se concretizou, sem concentração de caminhoneiros ou impacto nas rodovias catarinenses. A guerra no Oriente Médio também não afeta o fornecimento de combustíveis.
*Autoridades reforçam normalidade do abastecimento*
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) informou que as rodovias do estado estão com tráfego normal, sem caminhões parados, e que acompanha a situação. Além disso, a PRF reforça que a Justiça Federal de Santa Catarina proibiu bloqueios nas BRs 101 e 470 e nos acessos aos portos de Itajaí e Navegantes, sob pena de multas de até R$ 100 mil para empresas ou sindicatos e R$ 10 mil para pessoas físicas.
Segundo a decisão judicial, qualquer obstrução de vias pode gerar crime de desobediência e infração gravíssima, com multa de R$ 5.869,40 e suspensão do direito de dirigir por 12 meses. As rodovias protegidas são corredores logísticos vitais para o escoamento da produção que passa pelos portos catarinenses.
A Agência Nacional do Petróleo (ANP) e a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) também confirmam que não há indicativo de desabastecimento ou greve em andamento.
*Procon alerta sobre procura desenfreada*
O Procon de Santa Catarina explicou que a alta procura por combustíveis nos postos é reflexo do receio de uma possível greve, mas não há risco de falta de combustível.
O órgão informa que realizará uma reunião com representantes do setor ainda nesta tarde, para monitorar a situação, e que um balanço completo das ações será divulgado amanhã.
Em relação ao decreto de situação de emergência no município de Pinhalzinho, o Procon esclarece que a medida é preventiva, garantindo reserva de aproximadamente 2 mil litros de combustível para serviços essenciais, como saúde, bombeiros e atendimento público.
A fiscalização continua nos preços praticados pelos postos, e até agora dois estabelecimentos foram autuados por irregularidades na venda de diesel, com prazo de 48 horas para apresentação de defesa.
Embora a corrida aos postos tenha gerado filas, não há motivo para pânico. As autoridades reforçam que o abastecimento segue normal, que medidas preventivas estão em vigor e que a situação continuará sendo monitorada de perto ao longo do dia e com atualização oficial amanhã.

