Renault e Geely anunciam dois SUVs híbridos para o Brasil em 2027

Rafael Ramos
3 Min Leitura

Renault e Geely confirmam produção local do EX5 EM-i e dois SUVs híbridos para 2027. A aliança vai compartilhar tecnologia e linhas de produção, descarta rebadges e um dos SUVs será inédito na plataforma GEA.

A Renault Geely do Brasil anunciou que terá dois SUVs híbridos no mercado brasileiro em 2027. Um desses modelos será fruto da parceria entre as duas empresas e utilizará a plataforma do EX5 EM-i, que passará a ser produzido no país. A montadora confirmou que a aliança envolverá compartilhamento de tecnologia e de linhas de produção em São José dos Pinhais (PR), mas descartou a prática de rebadges entre as marcas no Brasil.

Para o próximo ano, um dos SUVs confirmados será inédito para o mercado brasileiro. Esse veículo será um Renault construído sobre a plataforma GEA (Global Intelligent Electric Architecture) do EX5 EM-i, na configuração híbrida do modelo. Segundo apuração do jornalista Marlos Ney Vidal, há expectativa de que esse projeto corresponda à segunda geração do SUV cupê Arkana.

O outro SUV previsto pode ser a versão híbrida do Renault Boreal. A configuração técnica ainda não foi detalhada, mas a marca pretende adotar o conjunto híbrido já confirmado para a picape Niagara, que também será lançada no próximo ano. Fontes citam que o sistema será uma evolução de arquitetura híbrida leve, com motor elétrico responsável por tracionar as rodas em determinadas condições.

Além desses projetos, a aliança estuda outras possibilidades de produto. Há intenção de desenvolver um compacto eletrificado da Renault baseado no Geely EX2, que passará a ser fabricado no Brasil a partir do próximo mês de dezembro. A proposta é ampliar a oferta de modelos eletrificados no portfólio nacional, aproveitando plataformas e processos produtivos compartilhados.

A parceria entre as marcas envolverá integração industrial, mas cada uma manterá sua identidade comercial. A confirmação sobre a manutenção de distintivos e posicionamento de marcas foi atribuída ao presidente da operação em conjunto no país, que também comentou sobre o modelo de colaboração e seus limites no território brasileiro.

“Cada marca terá a sua identidade. Não teremos rebadges [entre as marcas] no Brasil”

Segundo a empresa, a aliança brasileira não seguirá o mesmo formato observado em outros mercados, onde um modelo de uma marca deu origem a um veículo similar comercializado sob o emblema da outra sem grandes alterações. A afirmação indica que, embora haja compartilhamento de plataformas e tecnologias, os veículos lançados no Brasil terão projetos e apelos diferenciados para preservar identidade e posicionamento de cada marca.

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