Chevrolet prepara Onix movido apenas a etanol e modelo pode ficar mais barato no Brasil

Redação GSC
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A Chevrolet deve lançar nos próximos meses uma nova versão do Chevrolet Onix abastecida exclusivamente com etanol. A novidade, chamada de “Onix Eco”, foi revelada pela revista Quatro Rodas e faz parte da estratégia da montadora para aproveitar os benefícios do chamado “IPI Verde”, programa do Governo Federal voltado a veículos menos poluentes.

De acordo com a publicação, o novo modelo será oferecido tanto na versão hatch quanto no sedã Onix Plus. A proposta é reduzir custos tributários e tornar o carro mais acessível ao consumidor brasileiro, especialmente em um momento de alta nos preços dos automóveis.

Os valores estimados apontam que o Onix Eco hatch poderá custar cerca de R$ 103 mil, enquanto o Onix Plus Eco deve ficar na faixa de R$ 106 mil.

Motor turbo e funcionamento exclusivo com etanol

Apesar da expectativa inicial de que o carro utilizasse um motor aspirado, a reportagem aponta que a Chevrolet deve equipar o modelo com o já conhecido motor 1.0 turbo de três cilindros. O conjunto entrega até 115 cavalos de potência e 16,8 kgfm de torque, sempre com câmbio automático de seis marchas.

Para funcionar exclusivamente com etanol, o veículo recebeu ajustes específicos de engenharia. Entre as mudanças estão alterações na calibração eletrônica, na taxa de compressão e no sistema de ignição. Além disso, o uso de gasolina será bloqueado eletronicamente.

A estratégia aproveita as características do etanol brasileiro, considerado um combustível renovável e com menor emissão de carbono em comparação à gasolina.

Equipamentos e proposta

Mesmo sendo posicionada como uma versão mais acessível, a linha deve manter itens importantes de segurança e conforto. Segundo a publicação, o Onix Eco terá seis airbags, central multimídia de 8 polegadas, ar-condicionado, piloto automático e chave presencial.

A iniciativa também reacende o debate sobre carros movidos exclusivamente a etanol no Brasil. O combustível, que já foi protagonista no mercado nacional nas décadas de 1980 e 1990, perdeu espaço após a popularização dos veículos flex.

Agora, com incentivos ambientais e tributários, o etanol volta a ganhar força como alternativa para reduzir emissões e custos na indústria automotiva.

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