Amarok 2027: picape é flagrada com três telas no painel

Rafael Ramos
4 Min Leitura

Fotos em Taubaté (SP) mostram a nova Amarok com três telas, incluindo um visor para o passageiro. A fina divisória entre as telas e o painel parcialmente coberto indicam mudança no interior; estreia prevista em 2027.

A nova geração da Volkswagen Amarok segue em testes pelo Brasil e foi flagrada na cidade de Taubaté (SP). As imagens indicam que a picape adotará uma cabine com três telas no painel, incluindo um terceiro visor dedicado ao passageiro.

A imagem, enviada pelo leitor Lucas Nascimento, mostra o terceiro display separado por uma fina divisão preta da tela central. Outra foto do interior registra o painel dianteiro parcialmente coberto por panos, com um vinco na ponta em frente ao passageiro, o que reforça a existência do terceiro monitor.

A configuração com três monitores usa arquitetura eletrônica já vista em modelos da fabricante chinesa SAIC, proprietária da base que serve de referência para a nova Amarok. A tecnologia existe na Maxus Interstellar X, considerada a referência técnica para parte do projeto, mas a presença do terceiro visor será uma mudança específica para a Amarok e não consta em todas as caminhonetes da Maxus.

O flagra também mostra o volante, que deve seguir o desenho da versão chinesa e se diferencia do estilo tradicional da marca por incluir controles físicos grandes para o sistema de som e para o controle de cruzeiro adaptativo. É possível notar ainda botões abaixo da central multimídia que devem servir ao ajuste do ar-condicionado, outro elemento herdado da Interstellar X.

A adoção de três displays pretende posicionar a nova Amarok como uma picape mais equipada e com visual tecnológico, aproximando-a de rivais que já utilizam quadro de instrumentos digital e centrais maiores. Montadoras chinesas têm apostado em painéis amplos em modelos como a BYD Shark e a GWM Poer, o que também pesa na tendência de design no segmento.

Desde o anúncio do desenvolvimento de uma nova geração exclusiva para a América Latina, a Volkswagen afirmou que a picape teria identidade própria. O desenho final ficou a cargo do centro de design brasileiro chefiado por José Carlos Pavone, responsável também pelas linhas do Nivus e do Tera. O conjunto frontal deve apresentar faróis duplos e uma barra iluminada interligando os projetores.

Quanto à engenharia, a fabricante declarou que 50% dos componentes foram projetados no Brasil, segundo Alexander Seitz, chairman executivo da marca para a América do Sul. O executivo assegura que a estamparia final e os motores não serão importados do mercado chinês.

A plataforma prevista permite dimensões superiores às das picapes médias tradicionais: se mantiver as proporções da Maxus Interstellar X, a caminhonete medirá cerca de 5,55 m, um ganho de aproximadamente 30 cm em relação à geração atual. Na motorização, a empresa estuda manter o motor V6 3.0 turbodiesel, que precisará de calibração específica para cumprir as regras de emissões que entram em vigor em 2027. A sobrevida do motor possivelmente virá acompanhada de opções eletrificadas, com suporte para híbrido leve, híbrido pleno ou híbrido plug-in, com calibração compatível com tecnologia flex.

A estreia comercial acontece apenas em 2027, com produção confirmada para a fábrica de General Pacheco, na Argentina. A viabilização da linha de montagem exigiu investimento estimado em US$ 580 milhões (cerca de R$ 3,2 bilhões em conversão direta). A marca avalia manter a geração atual em linha por um período extra e há expectativa por um SUV derivado da nova Amarok, sujeito à aprovação da matriz.

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